
Sob o risco de me acusarem de uma crescente crítica social ao povo português, torno-o a fazer pela impossibilidade que é conter mais um ultraje aos princípios fundamentais republicanos por um conservadorismo pertensiosamente puritano.
Diz a Constituição da República Portuguesa, aprovada pela Assembleia Constituinte de Abril de 1976, que recomendo vivamente uma leitura, pelo menos na diagonal, a Maria Gentil Vaz, Vereadora do PSD com o Pelouro da Educação na Câmara Municipal de Mirandela e a José Pires Garcia, o director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, que "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". É o artigo primeiro, não deveria ser difícil, pelo menos, ter em conta o simples trinómio republicano "Liberdade, Justiça e Solidariedade". Já o artigo 42.º fala-nos da "Liberdade de criação cultural", que consagra o direito de Bruna Real em se expor numa reputada revista erótica, que não tive a felicidade de comprar mas que, pelos vistos, esgotou no mesmo concelho que a quer privar de dar aulas. Dita-nos a lei fundamental da nossa República, que a liberdade, direitos e garantias só podem ser suspensos em casos previstos constitucionalmente. Ora, não sou jurista, mas tenho o mínimo de bom senso para interpretar leis fundamentais e perceber que a cidadã Bruna Real, fora da sua actividade profissional de docente do Ensino Básico, tem o direito de livremente fazer o que lhe der na real gana, como diz o povo, dentro dos trâmites constitucionais, onde se enquadra a Liberdade de criação cultural e não me parece que os seus direitos possam ser privados por uma qualquer emissão de estado de sítio ou de emergência (artigo 18º, 19º e afins), por muitas qualidades físicas e intelectuais que esta possa ter.
Bruna Real tem 3 azares: é uma jovem bonita, por ser professora podemos considerá-la relativamente inteligente, acima da mediania certamente, e vive num país medíocre, onde o conservadorismo pseudo-moralista ainda é reinante, bem ao estilo do julgamento público de uma Maria Madalena portuguesa do século XXI, onde todos "atiram a sua pedra" sem qualquer motivação plausível. Maria Gentil Vaz e José Pires Garcia devem retratar-se quanto antes e devemos todos, sem excepção, encetar uma profunda reflexão quanto aos limites de intromissão do Estado, demais órgãos e de terceiros na esfera das liberdades individuais de cada um de nós. Meus caros, há muito Abril para efectivar, o caminho é longo e sinuoso...
De Arminda Monteiro a 15 de Maio de 2010 às 13:35
Essa senhora não percebeu que a profissão de professor não é uma mera actividade profissional, mas encontra-se fortemente imbuida de uma componente social e, diria mesmo, moral.
Apesar de os professores terem sido esvaziados da sua autoridade e respeito, ainda assim continuam a ser uma referência para a sociedade.
O inferno da inquisição está de volta e muita gente que se diz adepta da liberdade de expressão, não passa de mediocre censora ...
De Anónimo a 15 de Maio de 2010 às 17:43
Ora bem,
respeitando o que chamaram de tres azares, jovem bonita, pais mediocre. a> e inteligente tenho a dizer o seguinte :
1- Realmente a PlayBoy é uma revista masculina que não se qoaduna com a profissao de professora
2- é uma jovem bonita, parece que sim, no entanto nada justifica que se exponha ( como professora ) a esta situação
3- O nosso pais ainda não é mediocre. a> . O sera , quando aceitar que uma jovem bonita inteligente e professora tenha que se expor a esta situação.
4- Alguma coisa esteve errado com esta jovem professora pois sabendo que é bonita e inteligente nunca se teria exposto assim se não tivesse algumas razoes ( talvez financeiras ) .
De mario monteiro a 15 de Maio de 2010 às 17:49
seremos sempre um Pais de mentalidade pequenina, como não queremos ser considerados pequenos. Se fosse ja famosa as fotos eram arte, como não é famosa tem de ser inibida da sua liberdade. Tenho vergonha da mentalidade portuguesa.
De Adelino Pina a 15 de Maio de 2010 às 18:20
Em pleno século XXI ainda existem resquícios da Era das Trevas e da época medieval, com acções negativas e até criminosas motivadas por crenças religiosas e pela pura hipocrisia!
Em pleno século XXI ainda existe aquela raça repulsiva dos fariseus, bem retratada nos evangelhos que esta gente reles diz defender!!!
De Nuno a 15 de Maio de 2010 às 18:28
Cara Arminda,
A moral de quem? A sua? A da Igreja Católica?
Deixe-se de puritanismos bacocos e aprecie a beleza do corpo nu. Eu aprecio! São só os filhos de pais que pensam como a senhora, que olham para estas fotos com incrível "luxuria" (como vocês chamam).
De jack madruga a 16 de Maio de 2010 às 02:11
Dou os parabéns ao autor, só quero acrescentar o seguinte: as palavras de Cristo, quem não pecou já de alguma maneira, apesar de que este caso não é nenhum pecado, corroboro as suas palavras, País de mente MEDÍOCRE, basta ler alguns comentários aqui escritos para conseguir perceber cabeças demasiado grandes para cérebros tão pequenininhos.
1. Decência é um conceito geral e indeterminado, que abarca também o absurdo e o preconceito.
2. O que cada um faz fora do seu local de trabalho, desde que não seja nenhum ilícito penal, ninguém, e muito menos o Estado, seja por intermédio da Administração Central ou Local, tem a ver com isso.
Ela nem sequer se fez valer da profissão para obter qualquer destaque no ensaio, tendo sido fotografada como uma simples modelo.
3. Relativamente a este caso só há uma explicação plausível:
Os puritanos que criticaram e suspenderam a prof foram na verdade os que contribuíram para o esgotamento da revista em Mirandela, pois andaram a servir-se das fotos da referida prof para contar azulejos. E por inveja, já que as suas mulheres têm muito pêlo e banha, armaram-se em porta-estandartes da moral e dos bons costumes profissionais…
É a escola trauliteira das mães de Bragança no seu melhor…
5. Devido ao vencimento que aufere, resultante do vínculo laboral precário que possui, é natural que a prof em questão procure ganhar mais uns trocos numa actividade que lhe dê mais compensação (moral e material). É o que toda a gente jovem neste país faz…
Segundo consta, estava a (falsos) recibos verdes e auferia 400€.
6. Além disso, as mulheres que se despem artística ou profissionalmente não devem ser censuradas socialmente, pois isso em nada as desmerece perante as demais congéneres. Desde quando é que a nudez desqualifica as pessoas?
Se ela tivesse sido fotografada numa praia naturista haveria escândalo na mesma, pois provavelmente tal prática (privada) seria considerada incompatível com a carreira docente, na mentalidade da gente tacanha de Mirandela…
7. O fantasma do Tony de Santa Comba Dão ainda assombra muitas autarquias do nosso Portugal profundo…
De BARRAGON a 16 de Maio de 2010 às 22:48
ESTA CAMBADA DE IGNORANTES,HPOCRITAS,ATRASADOS MENTAIS,INVEJOSAS E COM DOR DE COTOVELO,DE MIRANDELA E ARREDORES,NEM MERECEM O PÃO QUE O DIABO AMASSOU,E SEMPRE AGRADAVEL VER UM CORPO BONITO E LINDO DE MORRER,NA PLAYBOY,AINDA POR CIMA DE UMA PROFESSORA PORTUGUESA.PURITANOS DE MERDA,OS VOSSOS FILHOS,VÃO A INTERNET VER MULHERES A FODER,A CHUPAR PICHAS,A VER MAMAS E AGORA ESTÃO TODAS ESCANDALIZADAS,SUAS VACAS E PORCAS DE MERDA,DEIXEM A BRUNA REAL EM PAZ.
De pachatnt a 17 de Maio de 2010 às 10:32
A mentalidade portuguesa é muito flexivel ", se fosse acusada de pedofilia podia continuar a dar aulas. O interesse dos alunos é sempre guardado para segundo plano, não percebo este alarido todo.
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